Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Reis Magos
Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Mijare humanum est
Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
Sarcasmo
Terça-feira, 22 de Maio de 2012
Meia Idade
Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
A Sentença
Como aqui referi, no passado dia 17 de Junho fui julgado pelos crimes de difamação e de ofensa a pessoa coletiva, mais exatamente à sociedade proprietária da chamada “Farmácia Homeopática””, por causa deste texto
que em 14 de Junho de 2007 escrevi aqui no blogue.
Pois bem: foi hoje mesmo lida a sentença.
Fui então absolvido dos crimes de que vinha acusado, pois o tribunal considerou que, não obstante o tom “truculento” do texto, eu estava no uso da minha liberdade de expressão.
Quer isto dizer que, afinal, não cometi crime algum.
Uma decisão que, de facto, não me surpreendeu, principalmente depois de no julgamento ter sido pericialmente estabelecido que a homeopatia constituía não mais do que (nas palavras de quem percebe do assunto) um autêntico «embuste químico».
Contudo, e paradoxalmente, o tribunal entendeu por bem considerar que as minhas palavras constituem, apesar de tudo, uma ofensa à Farmácia Homeopática e decretou o pagamento de uma indemnização, uma decisão de que, obviamente, irei recorrer.
Mas o principal que se retira deste caso é o seguinte:
Não há dúvida de que a iniciativa da Farmácia Homeopática constituía não mais do que uma manifesta intimidação de quem ousasse pôr em causa a venda de preparados declaradamente inócuos – e que só com essa característica o “Infarmed” autoriza a sua comercialização – e que são vendidos «sem indicações terapêuticas comprovadas».
Pelos vistos não resultou: para o tribunal não constitui crime pôr-se em causa a venda de um preparado inócuo que constitui, afinal, uma terapêutica... sem indicações terapêuticas comprovadas…
Domingo, 20 de Maio de 2012
Escândalo!
Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
Santíssima Trindade
Domingo, 13 de Maio de 2012
O Pecado de Fátima
Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
Igreja
Domingo, 6 de Maio de 2012
Poliateísta
Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
Deus
Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Anjos Caídos
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Clero
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Sempre!
Sábado, 21 de Abril de 2012
Últimas Notícias!
Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
O Pogrom de Lisboa

Faz hoje 506 anos.
O dia 19 de Abril de 1506 amanheceu pacífico e soalheiro. Na igreja de São Domingos, em Lisboa, a missa dessa manhã decorria provavelmente com a calma modorra do costume.
Mas, de súbito, a placidez da missa foi interrompida por um estranho fenómeno que se oferecia perante os olhos de todos os fiéis: a imagem do Cristo pregado na cruz que se encontrava sobre o altar estava iluminada por uma estranha e misteriosa luz.
A superstição e a exacerbada crença dos fiéis imediatamente os fez acreditar estar na presença de um milagre: a imagem do Cristo parecia até que irradiava luz própria.
Todos se ajoelharam em fervorosas preces, em êxtase perante aquele milagre que se lhes oferecia, ali mesmo, à frente dos seus olhos.
Mas há sempre um desmancha-prazeres em histórias como estas: um dos fiéis mais afoitos logo se apressou a explicar aos seus colegas de missa que a luz nada tinha de misteriosa, pois provinha simplesmente do reflexo de uma candeia de azeite que estava ali próxima.
E pronto! Caiu o Carmo e a Trindade!
A primeira coisa que alguém descobriu foi que o chico-esperto era um cristão novo, um judeu convertido à pressa mas, pelos vistos, demasiado depressa. Foi o suficiente para logo dali o arrastarem pelos cabelos para o adro da igreja, onde foi imediatamente chacinado pela multidão dos fervorosos tementes a Deus, e o seu corpo queimado no local.
O êxtase místico da multidão logo se propagou a toda a cidade. Lisboa parecia ter ela própria enlouquecido.
Respeitáveis representantes do clero católico saíram dos seus pacatos refúgios de oração e percorriam as ruas de um lado para o outro empunhando crucifixos e gritando: «Heresia! Heresia!».
A multidão depressa foi engrossando e, ajudada até por marinheiros holandeses e dinamarqueses que se encontravam no porto, iniciou uma gigantesca rusga por toda a cidade.
Para evitar o caos e a anarquia, sempre más conselheiras, os padres e frades dominicanos tomaram a piedosa responsabilidade de organizar convenientemente o tumulto: judeu ou cristão-novo que era identificado ou apanhado, era imediatamente preso e levado para o Rossio e ali era queimado em gigantescas fogueiras que os escravos municiavam ininterruptamente de lenha.
Os judeus e os cristãos novos, homens e mulheres, que se refugiavam em casa eram arrancados à força dos seus esconderijos. Até as crianças de berço eram fendidas de alto a baixo ou esborrachadas de encontro às paredes.
Como mesmo nestas coisas da fé é sempre bom juntar o útil ao agradável, o misticismo assassino daqueles fervorosos e bons católicos não os impediu de pilhar as casas por onde passavam e de ajustar velhas contas com inimigos que muitas vezes nada tinham a ver com o judaísmo.
Mesmo os que se refugiavam nas igrejas e se agarravam desesperadamente às imagens dos santos eram levados e arrastados à força para o Rossio e queimados vivos.
A chacina durou dois dias e só terminou por puro cansaço da populaça. Relatos da época falam no sangue que escorria pelas ruas abaixo no Bairro Alto ou na Mouraria. Calculam os historiadores que nesta matança em nome dos mais sagrados princípios e da pureza do catolicismo morreram mais de 4.000 pessoas.
Tudo, claro, em nome dessa coisa extraordinária que algumas pessoas têm e que tanto se orgulham de ter, que se chama «Fé».
Tudo feito por bons católicos.
Tudo em nome de Deus.
Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
Atheism
Domingo, 15 de Abril de 2012
Titanic
Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Sacerdote















